Enxertos na Rinoplastia
- Dr. Nelson Solcia Filho

- 25 de fev.
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Atualizado: 26 de fev.

Na rinoplastia moderna, os enxertos representam um dos pilares da abordagem estrutural. Mais do que remover ou reduzir, o objetivo é construir um nariz estável, harmônico e funcional. Os enxertos são fragmentos de cartilagem — geralmente do próprio paciente — utilizados para reforçar estruturas, melhorar projeção, corrigir irregularidades e preservar a respiração.
A principal fonte é o septo nasal, por oferecer excelente qualidade e fácil acesso. Quando necessário, pode-se utilizar cartilagem da concha auricular ou, em casos mais complexos e rinoplastias secundárias, cartilagem costal. Por serem autólogos, esses enxertos apresentam alta biocompatibilidade, baixo risco de complicações e integração natural aos tecidos.
As indicações incluem ponta nasal frágil ou pouco projetada, assimetrias estruturais, irregularidades do dorso, comprometimento da válvula nasal interna e casos revisionais. Entre os tipos mais utilizados estão os enxertos de sustentação da ponta (strut columelar), enxertos de definição (shield graft), spreader graft para melhora funcional e enxertos dorsais ou de camuflagem para refinamento estético.
Quando bem indicados e planejados, os enxertos elevam o padrão técnico da cirurgia, proporcionando resultados mais previsíveis, naturais e duradouros, sempre respeitando a individualidade anatômica de cada paciente.




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